Educação pra quê, se tem curso técnico?
Educação pra quê, se jogar futebol dá mais dinheiro?
Educação pra quê, se o governo garante minha renda mensal e eu não preciso trabalhar pra ganhar dinheiro?
A educação hoje é vista como “tempo perdido”.
Infelizmente, tudo está assim por que a sociedade está encharcada na máxima que “a cultura é coisa para nerds, chatos e caretas”. E a geração que está nascendo tem pais que não aprenderam a contestar isso e incentivar seus filhos à boa educação.
E eu não falo só de ir para a escola, falo da educação de aprender a pensar e criticar.
Mas, por outro lado, também temos que reconhecer que o próprio sistema educacional não facilita. São tantas coisas inúteis e sem razão que somos obrigados a decorar aprender que ir para a escola não é a coisa mais divertida do mundo, quando deveria ser.
A escola deveria ser um paraíso para as crianças, não aprendessem a tabuada, mas sim a refletir sobre o que são, refletir sobre a situação que o mundo se encontra, sobre o que querem para o seu futuro. A educação precisa ser intrigante, provocativa, deve levar os alunos a buscar o conhecimento e não pode ser tido como um produto, encaixotado, padronizado para enfiar “goela abaixo” nas crianças a fim de obter estatísticas de aprovação no vestibular e abarrotar a cidade de out-doors vangloriando-se.
A educação é fator determinante de muitas mudanças. Não posso afirmar que seja tudo o que o país precisa ou que basta a educação e as coisas serão melhores, mas nenhum investimento pode superar a educação sob pena de vivermos cada vez em uma sociedade mais injusta, manipulada e intolerante.
E aí? Educação pra quê?
Olá, jovem pensante …
é bom perceber que há outros tantos indignados e a fim de mudar essa estrutura a nós imposta!
Dentre tantas palavras com as quais me identifiquei em seu texto, as seguintes mais me marcaram:
“… a geração que está nascendo tem pais que não aprenderam a contestar isso e incentivar seus filhos à boa educação.
E eu não falo só de ir para a escola, falo da educação de aprender a pensar e criticar.”
É uma dura realidade e não faz parte apenas da vida daqueles que têm pais que não concluíram o ensino superior, como seria esperado. Muitos dos doutores da vida não reconhecem o valor da crítica, a necessidade de mudança. Querem o melhor para os seus filhos e esse melhor corresponde a que os mesmos sejam capazes de reproduzir as velhas fórmulas e de passar num bom emprego público para ter a velha estabilidade e, desculpe a expressão, “mamar nas tetas do estado”, a grande mãe, onde sempre cabe mais um. Daí, te pergunto: Qual a diferença dos que pensam assim para aqueles anteriormente citados, os não-doutores?
Comentário por Dalliana — Setembro, 30 2008 @ 1:14 |